Estupidamente, para quem fica em casa a marinar em champanhe ( correcção…espumante…), e , infelizmente, apesar da boa disposição reinante há sempre aquela vontade de ver televisão. A opção dvd não era bem vinda no seio da família, pois filmes vêem todos os dias ( tomei à letra..espero que não tenha sido alguma alusão a alguma coisa…espero que não).
Então o que temos nós para nos distrairmos? A sempre presente Televisão.
Começou o périplo pelos canais que tinham tanto conteúdo diversificado para dar aos espectador…! Ah sim, pois. Nada disso. Antes pelo contrário.
Mão à palmatória à RTP! Se bem que os Gato Fedorento não agradam a toda a gente, ao menos foi algo preparado, humorístico e com o verdadeiro sentido de fim de ano, ou lá o que isso possa significar.
Agora a SIC e a TVI? Casamentos e Cantorias a chamar ao sentimento?
Não bastava termos que aguentar com os formatos de que toda a boa gente é capaz de dançar, cantar ou ser conhecido à força toda, ainda temos que os gramar na noite de fim de ano???
E depois é ver as famílias unidas ( ah ah ah…right!),em torno do televisor, empanadilha numa mão e o espumante na outra,tentando esses membros degladiar-se pela posse do lenço de amparo à lágrima fácil.
Pela Sic aparecem pais e filhos chorando porque não agradaram um júri, a uma nação ou ao público fiel e voyeur. Se eles choram, o espectador de empanadilha na mão, corre o risco de encher de açúcar os olhos, porque o sentimento é uni-direccional…a Sic manda chorar, nós choramos porque o valor da família é aquilo mesmo. Chorar por simpatia e empatia.
Pela TVI…o choro por excelência. Casamentos na TV? Santa Paciência.
Ainda hoje uma tia distante, ao telefone perguntou à minha mulher se tinha visto o casamento na televisão. “As noivas iam muito bonitas, não iam?” .Objectivo atingido.
Aquilo em vez de confetis devem ter atirado lenços de papel.
Ah…e aquilo eram concursos! Voltem Cornélias e coisas afins!
Ai ai…bem diziam os outros que era uma espécie de Reveillon! Com o que se viu ontem à noite na Televisão Portuguesa…tinham toda a razão. Foi mesmo uma espécie de Reveillon!
Felizmente não choro em casamentos!

