Ontem, ao assistir qual traidor à imperiosa nação lusitana, a um dos canais espanhóis, ouvi num documentário acerca das cirurgias plásticas o melhor do mundo que é ser pai ou mãe: Preparem-se que é uma bomba!
Ah…não avisem a equipa de minas e armadilhas, e nem se deixem assustar pelo meu ar marroquino/árabe…não explode assim dessa maneira…e daí também não sei, bom! Adiante!
“A última moda entre os pais é oferecer às suas filhas que tenham boas notas ou pelo final do ano lectivo ou graduação…um par de mamas !”
É a mais pura verdade! Para estes pais, o anúncio colocado na porta deste consultório é que deve valer alguns euros…com a crise que por aí grassa!
Se fosse eu gaja, teenager ( aleluia que não pelas duas vertentes), mudar-me-ia já de país! Miúdas de fraca auto-estima e com desejo ardente de ter dois airbags de fazer corar os airbags de um camião TIR…uni-vos! Exigam ao vossos pais que sejam como os pais espanhóis.
“Queremos umas mamas de presente pelo final do Ano lectivo!!!”
E quem diz mamas, diz lábios tipo alergia ao marisco, maçãs do rosto mais ou menos definidas e novos narizes!
Isto há cada uma! Quais carros, motas ou afins…? Mamas é o que está a dar!
E o que oferecerão aos rapazes???

Janeiro 13, 2008 at 9:37 pm
«A comida (…) é o nosso prazer e a nossa punição, o nosso bem e o nosso mal. Como aconteceu com a histeria há um século, a comida converteu-se no foco de uma obsessão cultural que tem infectado um elevado número de pessoas, sem que estas fiquem gravemente doentes devido a distúrbios alimentares. O jogging fanático, a ascensão dos health club e das lojas de comida saudável, o rolfing, as massagens, as terapias vitamínicas, as lavagens ao cólon, os centros dietéticos, o bodybuilding, a cirurgia plástica, um horror moral face ao tabaco e ao açúcar, um terror dos poluentes, tudo isso remete para uma ideia do corpo como algo de extremamente vulnerável – um corpo cujas fronteiras podem desabar a qualquer momento, um corpo que vive sob uma ameaça constante. (…) Numa época que absorveu a ameaça nuclear, a guerra biológica e a SIDA, o corpo perfeito tornou-se uma armadura – dura, reluzente, impenetrável».
In Aquilo que Eu Amava, Siri Hustvedt
Assim como a moda evolui…as manias também evoluem…a que ponto nós chegamos…que será das gerações futuras?
Janeiro 13, 2008 at 9:38 pm
Deixámos de ser escravos de um sistema para passarmos a ser escravos do nosso próprio corpo!
Janeiro 15, 2008 at 11:50 am
Este artigo deixou-me intrigado: haverá uma proporcionalidade directa entre o número de notas elevadas e as gramas de silicone?
Janeiro 15, 2008 at 10:54 pm
Esta mania de que o tamanho é o mais importante…Já nem falo aplicada a outras ciências.
Pelo andar da carruagem quando a moda passar para o sexo masculino…
Bem…é só ver os carecas todos a correr para o cirurgião!!!!