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Aqui está um tema tão actual como enganador.

O cartoon não é meu, mas ilustra tão bem o que vai acontecer. Acho que , uma vez abolidas que foram as salas de fumo, deveriam, as escolas, procurar ter em stock material que possa favorecer as duas facções: o apunhalado e o que apunhala.

No primeiro caso, sugiro material tão diverso como recipientes para a recolha de sangue derramado e sensores traseiros para assinalar uma possível apunhadela, passando, obviamente por um stock alargado de pensos, compressas, gazes e betadine.

Para o segundo caso, talvez o mais evidente e em maior número, sugiro afiadores de facas ou a recuperação de um amola-tesouras em serviço permanente à escola. Eu acho, sinceramente, que deverei fazer parte deste grupo.

Vamos lá ver uma coisa. Uma escola não é só o sítio onde se ensina e onde aturamos alunos naquelas horas e depois casa, trabalho para fazer e voltamos lá no outro dia para aturar os mesmos ou outros ( referindo-me igualmente a colegas), preparamos aulas e cumprimos horário.

A escola tem muito, melhor, deveria ter muito mais para oferecer aos alunos, para além do que vem normalizado em programas a cumprir. Clubes que funcionam ( atenção clubes com alunos e não apenas com professores), salas de convívio, festas e afins.

Ou então, a escola não é nada disto. E se calhar eu , contrariamente ao anúncio do MEDIAMARKT, sou parvo ( também por força de não existir uma loja destas por perto). Os outros que encaram a escola como o tal sítio de norma ,é que levam com as boas avaliações, porque são avaliados por outros como eles.

Umas “mulas” (atenção, sem qualquer desprimor à raça equídea), que só vêem em frente e a famosa visão periférica é inexistente. Logo as mulas avaliam outras mulas com Muito Bom. Os restantes…são avaliados por serem Burros. Mulas e burros não resulta.

Felizmente também há, quem neste processo de avaliação seja capaz de algum descernimento e ponha um travão em algumas mulas.

Se calhar deveria ser também uma mula…! Houve um burro como eu que disse : “Ano novo, vida nova” .

Não acredito. Acho que continuo a ser burro porque felizmente as mulas são estéreis…

Esperemos que não haja avanços científicos em sentido contrário!